QUATORZE DE AGOSTO – POEMA DO MINISTRO GOMES DE BARROS

Escrito por Cláudio Sinoé Ardenghy dos Santos. Publicado em Artigos Jan 2007.

CLÁUDIO SINOÉ ARDENGHY DOS SANTOS
Advogado, Mestre em Processo Civil pela PUCRS

 

 

Vale ler o seguinte poema do Ministro Gomes de Barros:

QUATORZE DE AGOSTO

Votos iguais 

Recursos inúteis 

 

Da monotonia 
O tédio profundo 
Faz com que a turma 
Se alheie do mundo 


Quinhentos processos 
Passaram por nós 
Que os deglutimos 
Sem dó e sem pena 
Com a indiferença 
De férrea moenda 


O STJ 
Tão bem concebido 
Sucumbe à sina 
De se transformar 
Em reles usina 


E cada ministro 
Perdendo o valor 
Torna-se um chip 
De computador 


Quatorze de agosto 
Oh, quanto desgosto 


Fazemos agora 
Bem desatentos 
a sessão mais aborrecida 
E mais enervante 
De todos os tempos 


* Autor: Humberto Gomes de Barros | Ministro do STJ

 

Realmente nos faz refletir como andam as reformas processuais e o brete que podem apinhar ainda mais o Superior Tribunal de Justiça com recursos para a interpreção de tantos novos e inúmeros artigos. Aplausos ao Ministro pela coragem de num poema demonstrar a realidade hodierna do direito.

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