É hora de comprar ações da Petrobras PETR4 ? Confira a análise

É hora de comprar ações da Petrobras PETR4 ?
Depois do lucro bilionário do primeiro trimestre de 2018, é hora de comprar ações da Petrobras PETR4 ? Confira nossa análise. Breve histórico
A Petrobras foi instituída em 1953 no governo Getúlio Vargas. Durante quarenta anos, a empresa operou na exploração e produção de petróleo, além de realizar outras atividades com seus derivados e gás natural, em regime de monopólio. A partir de 1997, durante o governo Fernando Henrique, a organização passou a competir com outras companhias nacionais e internacionais no setor, após a abertura do mercado de exploração, produção, refino e transporte da commodity no Brasil. A União, desde então, passou a contratar empresas privadas para realizar atividades que somente a Petrobras poderia fazer.
O período atual foi marcado pela descoberta do pré-sal, pela aquisição da Pecom Energia na Argentina e pelo crescimento do volume produzido. A empresa de economia mista opera em mais de vinte países no segmento de energia, tendo sua sede no Rio de Janeiro e o Governo Federal como seu acionista majoritário. As principais atividades estão voltadas para exploração e produção de petróleo e gás, refino, transporte e comercialização de petróleo, derivados, biocombustíveis e gás natural e possui participação em usinas termelétricas, eólicas e em pequenas hidrelétricas. Áreas de Atuação
A empresa é reconhecida mundialmente pela tecnologia de exploração de petróleo em águas ultraprofundas, mas a companhia também atua em geração de energia, petroquímica, refino, transporte e produção de biocombustíveis:
Operações no Brasil
  Presença Global
A empresa está presente em diferentes países buscando o melhor portfolio para sua carteira de investimentos. Com atuação própria ou através de parcerias, as unidades e escritórios da Petrobras fora do Brasil otimizam o alcance das operações da empresa pelo mundo. Alguns dos países em que a Petrobras atua: Argentina, Chile, EUA, Holanda, Reino Unido, China e Japão. Alguns Números Relevantes
Investimentos: R$ 55,35 bilhões
Acionistas: 666.5321
Presença Global: 19 países
Número de Empregados: 62.70
Produção Diária: 2 milhões 767 mil barris de óleo equivalente por dia
Reservas Provadas: 9,7 bilhões de barris de óleo equivalente (boe)
Plataformas em Produção: 120
Refinarias: 13
Produção de derivados: 1 milhão 800 mil barris por dia
Frota de Navios: 55
Dutos: 7.719 km de oleodutos e 9.190 km de gasodutos
Biocombustíveis: 5 unidades de produção
Termelétricas: 20 usinas operadas
Energia Eólica: 1 usina
Energia Solar: 1 usina solar voltaica Destaques Financeiros Indicador 2015 2016 2017 Ativo Total (mil) R$ 900.135.000,00 R$ 804.945.000,00 R$ 831.515.000,00 Patrimônio Líquido (mil) R$ 257.930.000,00 R$ 252.743.000,00 R$ 269.609.000,00 Receita Líquida (mil) R$ 321.638.000,00 R$ 282.589.000,00 R$ 283.695.000,00 EBITDA (mil) R$ 25.386.000,00 R$ 65.025.000,00 R$ 80.251.000,00 Margem EBITDA 7,89% 23,01% 28,29% Lucro/Prejuízo (mil) -R$ 35.171.000,00 -R$ 13.045.000,00 R$ 377.000,00 ROE – Rentabilidade Patrimonial -13,64% -5,16% 0,14% Dívida Bruta / Patrimônio Líquido 191,08% 152,64% 134,08% Dívida Curto Prazo / Dívida Total 11,64% 8,26% 6,43% Dívida Líquida / EBITDA 15,44 4,83 3,50 Dívida Total Bruta (mil) R$ 492.849.000,00 R$ 385.784.000,00 R$ 361.483.000,00 Dívida Total Líquida (mil) R$ 391.957.000,00 R$ 314.120.000,00 R$ 280.752.000,00 Resumo de 2017
A Petrobras apresentou receita líquida levemente superior na comparação entre o exercício de 2017 e o fechamento de 2016. No segmento de exploração e produção a variação positiva foi de 16%, passando de R$ 116 bilhões para R$ 163,7 bilhões e sendo puxado pelo desempenho favorável no Brasil.
As principais causas para este crescimento foram o aumento das cotações do brent, das exportações de petróleo e das vendas de gás natural. A produção de petróleo e líquido de gás natural permaneceu praticamente estável.
No exterior, a produção consolidada caiu próximo de 34% devido à venda da participação na Petrobras Argentina, em 2016. No segmento de reabastecimento a receita permaneceu praticamente estável devido a queda do volume de vendas de derivados no mercado interno. Valorização do petróleo
É importante observar o comportamento de valorização do brent e a apreciação do real frente ao dólar nos últimos dois anos. A commodity fechou 2016 com o preço médio do barril em US$ 39,36 no Brasil e US$ 43,52 no mercado internacional.
No ano seguinte, o valor médio do mercado interno ficou em US$ 50,48 e no exterior em US$ 47,16, crescimento de 28% e 8% respectivamente. A média total de 2017 ficou em US$ 54,30. Em 2016 o dólar médio de venda ficou em R$ 3,48 e em 2017 fechou em 3,19, variação negativa de 8%.
Os números de 2017 EBTIDA
O Ebitda registrado foi 23% superior, atingindo R$ 80,3 bilhões em 2017. Porém, o indicador precisa ser ajustado para refletir de forma mais correta a geração de caixa operacional, desconsiderando itens não caixa dentro do resultado, tais como participações em investimentos, recuperação de ativos, efeitos acumulados de conversão e baixa de ativos. Com esses ajustes, o Ebitda ajustado atingiu R$ 76,6 bilhões, 14% abaixo do observado em 2016. Lucro operacional
O lucro operacional do exercício foi de R$ 35,6 bilhões, com incremento de 108% frente ao ano anterior. Destaque para maiores exportações de petróleo, menores gastos com pessoal e baixa de poços secos, além do ganho com a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), que rendeu US$ 2,59 bilhões com a venda de ações e US$ 1,64 bilhão com debêntures conversíveis. Vale ressaltar também a redução dos custos com depreciação, menores gastos com ociosidade de equipamentos e maiores dispêndios com participações governamentais. Lucro líquido
O lucro líquido consolidado ficou em R$ 377 milhões, revertendo grande prejuízo de 2016. Porém, apresentou prejuízo aos acionistas de R$ 446 milhões (97% inferior a 2016), considerando o provisionamento de R$ 11,2 bilhões para pagar um acordo para encerrar ação coletiva movida por investidores nos Estados Unidos. A adesão aos programas de regularização de débitos federais totaliza R$ 10,4 bilhões e o resultado da companhia continua sendo afetado por baixas contábeis e fatores não recorrentes. Despesas
As despesas financeiras líquidas totalizaram R$ 31,6 bilhões, com incremento de 16% na comparação anual. Este movimento ocorreu, principalmente, pela variação cambial negativa de R$ 2,3 bilhões com a depreciação do dólar sobre a exposição passiva em euro. Destaque para a queda em despesas com financiamento em função de pré-pagamento de dívidas. Caixa
O saldo de caixa e equivalentes fechou o ano em R$ 74,5 bilhões e, somando o montante de R$ 6,2 bilhões em títulos públicos federais e time deposits de mais de três meses, chegou a R$ 80,7 bilhões em disponibilidades. A variação positiva de 12,6% contou com rendimento de aplicações em títulos públicos do tesouro britânico e pelo efeito positivo na variação cambial em aplicações no exterior. Outros fatores que compensaram a queda na geração de caixa das operações foram o recebimento na venda de participação, venda de ativos (desinvestimento de R$ 9,9 bilhões) e captação de recursos (R$ 86,5 bilhões) via oferta de global notes, debêntures e dívidas bancárias. Sendo assim, o caixa cresceu pelo fluxo de investimentos e financiamentos. Endividamento
Em 2017, o endividamento bruto foi reduzido em 6% e a dívida líquida caiu 11% com amortizações e aumento de disponibilidades. O prazo médio foi alongado, chegando ao vencimento médio de 8,6 anos, sendo que em 2016 era de 7,5 anos. Os valores continuam decrescendo, pois em 2015 a dívida bruta totalizava US$ 126,2 bilhões e a dívida líquida chegava a US$ 100,4 e no último balanço a evolução ficou evidente, como é possível observar no gráfico ao lado. 73% da dívida é em dólar americano e 19% em real. Os principais credores no Brasil são o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa.
  Resultados do Primeiro Trimestre de 2018 (1TRI18)
Em 08/05/18, a empresa divulgou os resultados do 1TRI, que vieram bem acima das nossas estimativas e do mercado. Seguem os principais destaques: Lucro Líquido
A Petrobras registrou lucro líquido de R$6,9 bilhões no trimestre. Número 56% superior ao primeiro trimestre do ano anterior.
Principais contribuições para o aumento do lucro da empresa:
– Aumento da cotação do Brent, que ajudou no aumento das margens nas exportações de petróleo;
– Maior lucro com vendas de derivados, em consequência da política de preços implementada;
– Maiores margens e volumes na comercialização de gás natural;
– Ganho de R$3,2 bilhões com a venda dos ativos de Lapa, Iara e Carcará;
– Menores gastos com ociosidade de equipamentos;
– Redução das despesas gerais e administrativas.
  Fluxo de Caixa Livre
O Fluxo de Caixa permaneceu positivo pelo décimo segundo trimestre consecutivo. Dessa forma atingiu R$12,93 bilhões milhões no trimestre.  Esse número é 3% inferior ao primeiro trimestre do ano anterior, e reflete o pagamento não recorrente da primeira parcela do acordo da Class Action e do prêmio para contratação de opções de venda para proteger o preço de parte da produção de óleo. Dívida líquida / EBITDA Ajustado
O endividamento líquido teve redução de R$280,75 bilhões para R$270,71 bilhões. Em dólares, a queda do endividamento foi de 4%. Além disso, a gestão de dívida possibilitou o aumento do prazo médio de 8,62 anos para 9,26 anos, com aumento da taxa média dos financiamentos de 6,1% para 6,2%.
O EBITDA Ajustado aumentou 2% em relação ao primeiro trimestre de 2017, para R$25,66 bilhões, devido ao incremento das margens de vendas. Já a margem do EBITDA Ajustado foi de 34%.
O índice dívida líquida sobre o EBITDA Ajustado reduziu para 3,52 em março de 2018, comparado a 3,67 em dezembro de 2017. Já a alavancagem diminuiu de 51% para 49%, neste período. Excluindo-se a provisão para o acordo da Class Action, a companhia apresentaria o índice dívida líquida EBITDA Ajustado de 3,07. Destaques operacionais
A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no primeiro trimestre de 2018 foi de 2.680 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). Desses, 2.582 mil boed foram produzidos no Brasil. Esse número é 4% inferior em relação a 2017, refletindo, principalmente, as paradas programadas e o desinvestimento em Lapa.
A produção de derivados no Brasil caiu 7%. Já a venda doméstica caiu 9% na comparação de 12 meses, totalizando 1.679 mil barris por dia (bpd) e 1.768 mil bpd, respectivamente. Isso aconteceu em função do aumento da importação de terceiros e perda de participação de mercado da gasolina para o etanol.
Em relação ao quarto trimestre de 2017, houve uma queda no volume de vendas de gasolina e diesel. Isso aconteceu em função da menor demanda no mercado interno, embora tenha havido recuperação do market-share no diesel, resultado dos ajustes de preço implementados no final do ano passado. Já para o gás natural, houve aumento de 7% no volume de vendas comparado ao primeiro trimestre de 2017.
Indicadores e Perspectivas
A Petrobras mantém o nível de investimentos do seu plano de negócios e segue priorizando os projetos de exploração e produção no Brasil, buscando gerar mais valor através de parcerias.
A projeção de aportes em bens de capital sofreu alterações para não afetar o fluxo de caixa, visando maior eficiência nas operações de revitalização de plataformas e com postergação na construção de navios de exploração e do Gasoduto Rota 3.
Em relação ao endividamento, o programa de desinvestimentos vem trazendo resultados positivos, com redução contínua da dívida bruta e tendência de atingir a meta de alavancagem financeira de 2,5 vezes até o final de 2018. Cronograma de amortizações
Novas captações também ajudaram a dar fôlego financeiro para a empresa, sendo que a amortização de principal superou o montante internalizado sem afetar a liquidez. A característica da dívida passou a ser mais alongada, com maior concentração em vencimentos a partir de 2021, ao contrário da composição anterior que previa pagamentos muito elevados nos próximos três anos.
A gestão da dívida prevê um cronograma de amortizações crescente até 2022, quando deve entrar em ciclo de diminuição no fluxo de financiamento. Outra estratégia que demonstra resultado no controle de gastos é a busca por eficiência, reduzindo despesas operacionais e administrativas sem impactar as atividades. Novo momento da empresa
Considerando esta melhoria, em conjunto com ajustes na estrutura de capital e a realização de parcerias e desinvestimentos, a expectativa é que no curto prazo a companhia volte a distribuir dividendos com a divulgação de lucro.
As condições internacionais favorecem a cotação do petróleo, visto que o óleo apresenta uma demanda mais robusta e controle de oferta a partir de limitações estratégicas na produção da commodity.
No mercado interno, as áreas de abastecimento e distribuição tendem a se favorecer com a retomada da economia e o aumento do consumo. Ponto negativo para a necessidade de investimento pesado nas áreas de exploração, influências políticas, escândalos de corrupção, riscos cambiais e custos operacionais elevados. EV/EBITDA P / L P / VPA Valor da Firma Valor de Mercado 6,81 143,01 1,09 R$ 571.959.855,46 R$ 295.457.855,46
O índice P/L está negativo e impossibilita qualquer avaliação. A relação entre o valor da firma e o Ebitda indica que as ações da empresa estão sendo negociadas abaixo de seu valor justo, considerando, ainda, melhores resultados operacionais para os próximos períodos. Petrobras volta a pagar dividendos
Já em relação aos proventos, depois de três anos, a Petrobras aprovou o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio para no montante de R$ 652,2 milhões, correspondente a um valor bruto de R$ 0,05 por ação, que será pago em 25 de maio de 2018 com base na posição acionária de 21 de maio de 2018. Evolução das Ações
O valor de mercado vem crescendo frente ao patrimônio líquido, com forte indicação de recuperação da imagem da empresa. Este indicador se mantém reduzido devido a prejuízos apresentados anteriormente, o que deve ser revertido. Segue o gráfico de variação da PETR4 desde maio/2017:
As ações negociadas na bolsa apresentaram valorização em 2017, com retorno acumulado de 8,27% desde o primeiro dia útil de janeiro. Em 2018, apresenta variação de 43,11% e a tendência é de manter este movimento crescente para o longo prazo.
O Beta histórico do papel da Petrobras (PETR4), que mede a sensibilidade do ativo em relação ao Ibovespa, é de 1,5, sendo considerado um ativo com característica agressiva, que acompanha o sobe e desce do mercado com maior intensidade.
A empresa apresenta oportunidades para manter seus indicadores fundamentalistas em evolução, podendo incrementar seu valor com a eficiência na gestão operacional e financeira. Nossa recomendação
Para um cenário com a manutenção dos ajustes de alavancagem, o crescimento na geração de caixa e os preços competitivos, a expectativa para a PETR4 é positiva. Sendo assim, recomendamos a compra do ativo, que está presente na Carteira Top Recomendadas com preço alvo de R$26 e retorno acumulado de 64% desde a inclusão no portfólio em primeiro de setembro de 2017. Lembrando que, esse preço alvo deve ser reajustado em função das novas perspectivas positivas em relação as ações da empresa.
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Analistas Responsáveis
Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795
Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855
 
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Fontes das Informações: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão/Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.
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