Pequenas adaptações e terapia ocupacional reduzem risco de quedas em pacientes com Parkinson
Prevenção como prioridade
Com a celebração do Dia Mundial da doença, especialistas reforçam que evitar quedas é essencial para preservar a qualidade de vida e impedir internações desnecessárias.
Desafios motores típicos
Os pacientes apresentam lentidão nos movimentos, rigidez muscular e instabilidade postural, fatores que comprometem a reação a desequilíbrios. Além disso, o “congelamento da marcha”, sensação de que os pés ficam presos ao solo ao iniciar ou mudar de direção, aumenta a vulnerabilidade a tropeços.
Sete medidas práticas para a casa
1. Remova tapetes soltos e prefira pisos antiderrapantes.
2. Instale barras de apoio próximas a banheiros e corredores.
3. Garanta iluminação adequada, sobretudo em áreas de passagem.
4. Mantenha objetos no alcance das mãos, evitando estiramentos.
5. Use cadeiras e sofás com altura que facilite a postura de sentar e levantar.
6. Organize o mobiliário para criar trajetos amplos e livres de obstáculos.
7. Coloque chinelos antiderrapantes ao alcance da cama.
Essas orientações complementam o tratamento, mas não substituem a avaliação de um profissional especializado.
O papel da terapia ocupacional
Os terapeutas ocupacionais avaliam o ambiente doméstico e propõem ajustes que tornam as tarefas diárias mais seguras. Por meio de avaliações como a Escala de Equilíbrio de Berg, eles mensuram o risco de quedas e orientam exercícios e modificações específicas.
Como acessar o suporte
Quem convive com a doença ou cuida de alguém pode procurar a unidade básica de saúde para receber encaminhamento a um Centro Especializado de Reabilitação, onde equipes multiprofissionais desenvolvem planos individualizados focados na autonomia.
Unir tratamento clínico, avaliação especializada e mudanças simples no lar é a estratégia mais eficaz para prevenir fraturas, reduzir internações e garantir segurança no cotidiano.