Saúde mental encabeça as preocupações dos brasileiros, e especialistas revelam sete hábitos para melhorar o bem‑estar

Preocupação em alta

Mais da metade da população brasileira – 52 % – indica que a saúde da mente é a principal questão de saúde, superando até mesmo o câncer, citado por 37 % dos entrevistados. Esse índice ultrapassa a média mundial, que gira em torno de 45 %.

Alimentação que nutre a mente

Especialistas apontam que dietas ricas em legumes, verduras e alimentos naturais e pobres em produtos ultraprocessados favorecem a saúde psicológica. Estudos apontam que a redução de substâncias inflamatórias e o equilíbrio da microbiota intestinal – responsável por cerca de 90 % da produção de serotonina – são fatores decisivos para melhorar o humor.

Rotina de sono consistente

Para adultos, recomenda‑se ao menos sete horas de sono por noite. O descanso adequado permite processos de limpeza de toxinas cerebrais e diminui sintomas de ansiedade e depressão, como a insônia.

Movimento corporal

A prática regular de exercícios estimula a liberação de endorfina, dopamina e serotonina, neurotransmissores ligados ao prazer e à redução do sofrimento mental. A Organização Mundial da Saúde sugere 150 minutos de atividade moderada semanal, mas pesquisas mostram que apenas 15 minutos diários já trazem benefícios perceptíveis ao estado de ânimo.

Aprender algo novo

Iniciar uma nova atividade – seja um hobby, um idioma ou um esporte – gera novas conexões neurais, aumenta a sensação de propósito e protege contra quadros de demência.

Construir uma rede de apoio

Ter pessoas de confiança ao redor – amigos, familiares ou colegas – fortalece a resiliência emocional. Uma rede sólida de suporte pode ser decisiva nos momentos de crise.

Desconectar das redes sociais

O uso excessivo de plataformas digitais pode gerar comparações irrealistas e sobrecarga mental. Reduzir o tempo de tela, estabelecendo limites nas próprias configurações dos aplicativos, ajuda a focar no presente e melhora a qualidade do lazer.

Considerar a terapia

Embora mudanças de hábito sejam eficazes, profissionais de saúde mental continuam essenciais para casos mais graves ou delicados. A terapia oferece autoconhecimento e ferramentas para enfrentar situações de estresse, sem necessidade de esperar o aparecimento de sintomas agudos.

Dados da OMS indicam que, em 2019, cerca de 18,6 milhões de brasileiros sofriam de ansiedade, enquanto o Vigitel apontou que 12,3 % da população adulta – aproximadamente 20 milhões de pessoas – tinha diagnóstico de depressão. O aumento desses números reforça a importância de estratégias preventivas e do acesso a tratamento especializado.

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