Impacto Global: EUA Prontos para Deixar Organização Mundial da Saúde
Os Estados Unidos formalizarão sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 22 de janeiro de 2026, após anúncio feito pelo governo de Donald Trump no início de seu segundo mandato. A decisão levantou preocupações significativas a respeito do impacto na saúde global e na própria saúde pública dos EUA. Com uma contribuição de cerca de 18% do orçamento da OMS até sua saída, a falta desse financiamento complica ainda mais a situação financeira da organização, especialmente em meio a desafios globais de saúde como pandemias.
O governo americano justificou a saída criticando a OMS por sua atuação durante a pandemia da COVID-19, citando falta de transparência e má gestão. Esta decisão levanta questões sobre a dinâmica do financiamento internacional e a capacidade da OMS em continuar seus programas sem um de seus maiores apoiadores. A dívida potencial dos EUA com a OMS permanece um elemento de discussão, dado que não foram encontradas dívidas pendentes recentes nos registros conhecidos.
Impactos Profundos no Cenário Internacional
A saída dos Estados Unidos da OMS transcende o desligamento financeiro. Como maior financiador da agência, a ausência dos EUA poderá provocar uma crise orçamentária, afetando projetos de saúde essenciais. O orçamento da OMS poderia ver uma redução significativa, acarretando cortes nos programas e pessoal. Este cenário preocupa especialistas que alertam para o enfraquecimento da capacidade global de resposta a pandemias, ameaças de doenças e a cooperação internacional para saúde.
Riscos e Futuro da Liderança Global
A retirada dos EUA também sinaliza um desafio à liderança norte-americana em questões de saúde global. A ausência do país em discussões multilaterais e em ações conjuntas compromete estratégias vitais que eram apoiadas por seu financiamento e pesquisa. A OMS precisará reestruturar suas operações e rever abordagens para compensar essa lacuna, enquanto o mundo observa se outros países preencherão essa necessidade de liderança e financiamento.
Expectativas no Horizonte Internacional
Enquanto a OMS se prepara para sua reunião do conselho executivo, a esperança de rever ou reverter a decisão dos EUA permanece baixa. O foco deve ser na busca de novas parcerias e financiadores para manter sua missão de promoção da saúde global. Especialistas expressam a importância de um esforço coletivo internacional para superar este revés financeiro e institucional, garantindo que suas atividades essenciais continuem a proteger populações vulneráveis.
No momento, a OMS enfrenta o desafio de reestruturar suas operações diante da iminente saída dos EUA. A reunião do conselho executivo da OMS em fevereiro deverá aprofundar os debates sobre o impacto da retirada americana e desenvolver estratégias para mitigar sua ausência nas próximas ações globais de saúde.