Como funciona o FGC – Fundo Garantidor de Crédito

Entenda o que é o fundo garantidor e quais são as garantias que a instituição oferece aos investidores.
Você sabe como funciona o fundo garantidor de crédito? Não se preocupe se não souber. A verdade é que muitas pessoas se que quer sabem que ele existe, e dos que sabem, poucos entendem como funciona.
Muitas pessoas se sentem inseguras para tirar o dinheiro da poupança e investir em alguma outra aplicação de renda fixa ou variável. Há, no entanto, aquelas que nem na poupança costumam deixar o dinheiro por não confiar.
Afinal quem nunca parou para pensar no que pode acontecer caso o banco “quebrar”. Mas se você é uma dessas pessoas, a sua dúvida terá fim, neste artigo você entenderá como funciona o FGC. Confira. O que é o Fundo Garantidor de Crédito
O Fundo Garantidor de Crédito abreviado como FGC, se trata de uma instituição privada e sem fins lucrativos. Sua missão é assegurar o patrimônio que é mantido por investidores nas instituições associadas. Por isso se o seu banco não possui vínculo com o FGC, você não está assegurado. Leia também   Cyrela (CYRE3) vai pagar dividendos dia 31 de julho
Entretanto são raras as entidades que não possuem a garantia do FGC. Os Grandes bancos, Caixa econômica federal, sociedades de crédito, fundos de investimentos, crédito imobiliário e financiamento, associações de poupança e companhias hipotecárias. Estes são todos associado ao FGC.
O Fundo Garantidor de Crédito é a garantia de que suas aplicações estão em segurança mesmo em casos extremo como um banco que venha a falir. O FGC é uma associação civil, e não possui nenhum tipo de vínculo com o governo. E depende de aportes mensais de seus associados para operar.
Ele foi idealizado em 1995, e com a intenção de tornar o sistema financeiro mais seguro. E com o passar do tempo ele tende a ficar cada vez mais forte. Prova disso é que ao olharmos o seu histórico podemos perceber que o seu poder de recuperação que no início era de 60 mil hoje chegam a 250 mil por CPF. Leia também   Comprar um imóvel ou morar de aluguel? O que vale mais a pena? Como funciona o FGC
As instituições associadas repassam todos os meses um percentual de suas contas para o FGC. Se houver algum tipo de intervenção ou mesmo uma falência dessas instituições associadas, o valor recebido é usado para liquidar o valor devido aos investidores ou correntistas. Evitando assim qualquer dano ao cliente.
Porém, como já foi dito anteriormente existe um valor máximo para ressarcimento, que é de R$ 250 Mil por pessoa. Sobre tudo existem algumas regras que é importante saber para não ter surpresas em casos como esse.
E é importante saber que nem todas os investimentos são de fatos garantidos pela instituição.
Por exemplo, se você possui uma conta conjunta, o valor máximo continua o mesmo. Muitos pensam que por se tratar de dois CPF’s o limite aumentaria, mas caso o valor seja ultrapassado o seu capital ficará descoberto.
Por isso, não é aconselhável manter todo esse montante em uma mesma instituição para não correr o risco de não ser assegurado. Leia também   Os melhores fundos multimercado em 2019 O que o FGC não garante?
Como foi dito anteriormente qualquer valor em crédito que ultrapasse o teto estabelecido, já deixa de estar coberto pelo FGC. Mas há também algumas aplicações que não são protegidas pela entidade.
O Fundo garantidor de créditos não cobre valores investidos em Letras financeiras, que é semelhante ao CDB. Não são garantidos também títulos de créditos de empresas privadas conhecidas como Debêntures e nenhum tipo de Fundos de investimentos.
Certificados como os de recebíveis imobiliários e de agronegócio que são emitidos por securitizadas também não são cobertos.
Aplicações no conhecido Tesouro Nacional e em renda variável como ações e seus derivativos que são negociados na bolsa de valores também não são garantidos pelo FGC.
Muitos desses investimentos apesar de não ser coberto, não são necessariamente considerados arriscados. Mas é importante que analise com cuidado a instituição financeira que as oferece. Tags: AçõesBolsa de ValoresCDBDebênturesFGCFundo garantidor de créditopoupançatesouro nacional