Redes Sociais Viralizam Dietas Perigosas: Especialistas Alertam para Riscos à Saúde

Nutricionista destaca perigos de tendências alimentares radicais sem base científica e chama atenção para impactos na saúde física e emocional

Nas redes sociais, especialmente no TikTok, conteúdos sobre nutrição se tornaram uma febre. Receitas milagrosas, dietas extremas e desafios alimentares prometem resultados rápidos, mas muitas vezes sem respaldo científico. A nutricionista Andrezza Botelho alerta que o problema vai além da velocidade com que essas informações se espalham: a simplificação excessiva da relação entre saúde e alimentação pode levar a consequências graves.

“Hoje existe uma busca muito imediatista por resultados, e as redes sociais reforçam soluções rápidas, restrições exageradas e hábitos insustentáveis”, explica. Entre as tendências mais perigosas estão dietas restritivas, consumo excessivo de proteínas, jejuns prolongados sem supervisão e receitas classificadas como “detox”. Botelho ressalta que seguir rotinas alimentares vistas online pode causar deficiências nutricionais, alterações hormonais e até compulsão alimentar.

Além dos riscos físicos, o especialista destaca o impacto emocional. A comparação constante com corpos “ideais” e a pressão estética podem aumentar a ansiedade e gerar culpa alimentar. “Muitas pessoas passam a enxergar a alimentação apenas como ferramenta estética, esquecendo de saúde, prazer e equilíbrio”, afirma. O excesso de informações contraditórias também contribui para a confusão: um vídeo recomenda cortar carboidratos, outro defende proteína em excesso, enquanto outro demoniza alimentos inteiros.

Para Botelho, a saúde não deve ser tratada como uma tendência passageira. “Nutrição de verdade não precisa ser extrema. O equilíbrio é o caminho mais seguro e sustentável”, conclui. A nutricionista reforça a importância de desenvolver senso crítico diante do volume de conteúdos infundados que circulam na internet. “Nem tudo que viraliza é saudável. Cuidado com o que você consome — tanto na tela quanto na prateleira do supermercado”.

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