Especialista em sono revela estratégias para melhorar a qualidade do descanso
O impacto do sono inadequado na saúde
Problemas para dormir não são apenas incômodos passageiros; eles podem acelerar o envelhecimento, prejudicar a memória e aumentar a probabilidade de doenças cardíacas, diabetes, obesidade, câncer e transtornos mentais.
Regularidade como ponto de partida
O primeiro passo para um sono reparador é manter um horário consistente. Cada pessoa possui um ritmo biológico próprio, determinado por um conjunto de genes que regula o relógio interno de 24 horas. Essa predisposição explica por que alguns são mais produtivos pela manhã, enquanto outros funcionam melhor à noite.
Diferenças de idade e necessidade de descanso
Na infância, o sono costuma ser mais profundo e prolongado. Adolescentes tendem a adiar a hora de deitar, permanecendo acordados até duas ou três horas a mais que adultos. Com o avançar da idade, o padrão se inverte, tornando‑se mais matutino.
A maioria dos adultos se beneficia de sete a oito horas de sono por noite. Um período de férias sem compromissos pode ajudar a identificar a quantidade ideal de descanso para cada indivíduo.
Ambiente adequado: luz, silêncio e temperatura
Para garantir um sono profundo, o quarto deve ser escuro, silencioso e mantido em temperatura confortável. A presença de luz ou ruído constante impede que o cérebro alcance estágios profundos, resultando em um sono fragmentado e menos restaurador.
Quando o sono continua ruim
Se, mesmo em condições ideais, o sono permanecer insatisfatório, pode ser necessário investigar causas clínicas. Distúrbios como a apneia do sono, que provoca interrupções respiratórias e queda nos níveis de oxigênio, aumentam o risco cardiovascular e desregulam o relógio biológico.
Além disso, a falta de sono está relacionada a quadros de depressão, ansiedade e dependência química. Estudos apontam que, ao longo de vários anos, metade das pessoas que sofrem de insônia desenvolvem depressão.
Uso de medicamentos sem diagnóstico
Embora muitas pessoas recorram a fármacos para dormir, a automedicação frequente pode mascarar as verdadeiras causas do problema. Uma avaliação cuidadosa das queixas é essencial para direcionar o tratamento adequado.
Trabalho noturno e seus riscos
Profissionais que exercem atividades durante a noite enfrentam maior estresse e risco de acidentes. Recomenda‑se limitar o período de trabalho noturno a cinco anos e, a partir do terceiro, iniciar a transição para funções diurnas. O impacto negativo é ainda maior para quem inicia a jornada antes das 4h30 da manhã.
Dicas práticas para melhorar o sono
1. Defina um horário fixo para dormir e acordar.
2. Reduza a exposição à luz artificial nas horas que antecedem o descanso.
3. Mantenha o ambiente silencioso e com temperatura amena.
4. Evite o consumo de cafeína e álcool próximo ao horário de dormir.
5. Consulte um especialista se persistirem dificuldades, especialmente se houver ronco intenso ou sonolência excessiva durante o dia.