Fraudes digitais em Minas Gerais disparam: estado lança guia de segurança para combater crimes cibernéticos
Em 2026, já são 14.957 registros de golpes virtuais, 12,7% a mais que no mesmo período de 2025
Casos de fraudes digitais têm se tornado cada vez mais frequentes em Minas Gerais, atingindo milhares de pessoas no estado. Em 2024, foram 56.664 ocorrências registradas, enquanto em 2025, o número subiu para 63.942. Nos três primeiros meses de 2026, já são 14.957 registros, sinalizando uma tendência de crescimento acelerado desse tipo de crime.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), em parceria com o Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime (INCC), lançou o Guia Prático de Segurança Digital. O material visa orientar a população sobre prevenção de crimes cibernéticos e proteção de dados pessoais, com foco em ameaças como phishing, malware, engenharia social, ransomware e deepfakes.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, destacou que a segurança digital exige atenção permanente. “Com esse guia, queremos oferecer informações claras e acessíveis para que o cidadão se proteja e atue de forma consciente diante das ameaças virtuais”, afirmou.
O conteúdo do guia inclui explicações sobre práticas criminosas, sinais de alerta e estratégias de prevenção, além de orientações para atuar diante de tentativas de golpes. Recomenda-se a preservação de provas e a comunicação imediata às autoridades competentes, como a Polícia Militar (PMMG) e a Polícia Civil (PCMG). O material também aborda medidas de segurança em transações digitais, considerando o aumento do uso de serviços online.
A assessora-chefe da Subsecretaria de Integração da Segurança Pública, Nathalia Moura, ressaltou a importância da articulação entre órgãos para combater o crime. “Essa integração fortalece a inteligência, amplia o compartilhamento de informações e permite respostas mais rápidas e eficazes”, disse. Já o subsecretário Christian Azevedo destacou a necessidade de desarticular as estruturas financeiras que sustentam o crime organizado, inclusive no ciberespaço.
“O crime organizado opera como uma estrutura empresarial, diversificada e adaptável. Cada vez mais, essas organizações ampliam sua atuação no ambiente digital, em vazamentos de dados e engenharia social”, explicou Azevedo, ressaltando a importância de seguir o dinheiro e proteger dados para reduzir o financiamento do crime.