Combate à dengue: estratégias que vão além da tampa de reservatórios
Eliminação de criadouros e vacinação são pilares da prevenção
Manter caixas d’água e reservatórios bem tampados continua sendo fundamental, mas não basta para conter a dengue. O verdadeiro desafio está na remoção de locais onde o Aedes aegypti pode se reproduzir.
Entre as medidas recomendadas estão a limpeza regular das calhas, a colocação de areia nos pratos de vasos para impedir o acúmulo de água e o descarte correto do lixo. Pneus velhos, que costumam se tornar verdadeiros reservatórios, também devem ser eliminados.
Além do controle ambiental, a vacinação surge como aliada importante, sobretudo para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Em Cariacica, 25 pontos de vacinação atendem a população de segunda a sexta, das 7h30 às 15h30, sem necessidade de agendamento.
Os números mostram que 67% dos jovens desse grupo já receberam a primeira dose, enquanto 35,90% completaram o esquema com a segunda. “A proteção total só é alcançada com as duas doses, por isso é importante que a população retorne às unidades de saúde e complete a vacinação”, destacou o secretário de Saúde.
Outra recomendação essencial é a inspeção semanal de quintais, jardins e áreas externas. O ciclo de vida do mosquito varia de sete a dez dias; portanto, a vigilância constante pode interromper a reprodução antes que a doença se espalhe.
Combinando ações de saneamento, hábitos cotidianos e imunização, as autoridades reforçam que a redução dos casos graves de dengue depende da participação ativa da comunidade.